Feira de Outono: produzida pelos talentos da nossa Comunidade

Captura de Tela 2019-05-09 às 22.13.57Crianças que estudam em escolas Waldorf são reconhecidamente habilidosas: sabem fazer crochê, tricotar, desenham bem, dominam a pintura em aquarela, tocam flauta, violino, cantam… Esta ênfase no fazer não se restringe às crianças, inspira e influencia pais e familiares e permite, muitas vezes, o resgate de saberes que já faziam parte da história da família, aproximando gerações.

Esta cultura do fazer manual vem fazendo história na Waldorf Santos, e pelo segundo ano seguido a escola se abre para compartilhar seus talentos com a cidade de Santos. O Festival de Outono é uma celebração de talentos onde pais, amigos e familiares oferecem seus produtos.

A diversidade de interesses se revela na variedade apresentada pelos expositores:  uma família cultiva palmito, outra vende produtos orgânicos, outra ainda bolos ou granolas caseiras de sabor e cheiro maravilhosos. Já os brinquedos e utilitários artesanais não ficam para trás em variedade e qualidade: bonecos e bonecas de tecido, peças de crochê e tricô, patchwork, cerâmica pintada, jóias e acessórios feitos manualmente, luminárias e vasos de concreto estão entre os produtos à venda na Feira. Bens culturais imateriais serão representados por ofertas como contação de histórias, teatro e rodas de conversa.

Toda esta riqueza é fruto dos talentos pessoais, e muitas vezes representam histórias de vida. Conheça as diversas histórias dos mais de 30 expositores da nossa feira acessando a página do evento.

 

O que é uma Feira de talentos?

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A escola Waldorf Santos é uma escola associativa, sem fins lucrativos e ao longo do ano realiza uma série de eventos arrecadatórios que não seriam possíveis sem a contribuição de pais, mães, avós e amigos. Na realização destes eventos laços de amizade e cooperação são criados, e talentos que têm uma presença discreta não passam despercebidos: usufruímos das presenças e contribuições uns dos outros, uns para os outros. Este evento nasce para celebrar e disponibilizar estes talentos para além dos muros da escola, por isso mesmo é aberto à cidade de Santos.

A ideia é que se possa adquirir produtos que além da utilidade principal fortalecem a micro-economia representada pela produção de pequenos artesãos e artistas, profissionais e amadores.

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Consumo e consciência

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Ainda que seja uma feira, o evento busca estimular a postura de um consumo consciente, e que por trás de cada produto tenha uma história, um valor familiar. É por isso mesmo que o grupo de sustentabilidade da escola, chamado Ecosofia, estará presente também, trazendo em sua banca produtos do minhocário da Escola (humus e chorume); esponjas produzidas com rede de pesca reciclada, vegetal e celulose, mais biodegradáveis que as comuns para usar na cozinha; sabão de óleo de cozinha reciclado; canecas com cordões para pendurar no pescoço – com o objetivo de reduzir os descartes nos eventos da escola, sugerindo que cada um traga sua caneca. Tem também expositores preocupados com nosso mundo: embalagens de tecidos para conservar alimentos ou embrulhar lanches das crianças; peças incríveis construídas de restos de madeira desprezadas, canudos em alumínio entre muitos outros.

Já tradição na escola, ao longo do último mês as famílias separaram, limparam e destinaram peças de vestuário, sapatos e acessórios infantis que já não tem uso em casa para que possam ser vendidos por preços ótimos e ganhar nova vida em outra casa.

A alimentação saudável e consciente também fará parte da festa, no cardápio oferecido pelo grupo de Alimentação da escola para esse dia gostoso.

O poder da colaboração

O evento que se tornou a maior iniciativa conjunta da comunidade escolar, reunindo osgrupos de Comunicação, Eventos, Sustentabilidade, Alimentação e Rendas Alternativas é uma iniciativa deste último grupo, que tem como foco principal gerar recursos para viabilizar a primeira escola Waldorf de ensino fundamental II na cidade de Santos. Por este motivo, todo lucro do evento será revertido para a Escola Waldorf Santos.

 

A Feira de Outono acontecerá na Unidade Imperatriz da Escola Waldorf Santos, que fica na Rua Imperatriz Leopoldina, 30 – Ponta da Praia, no dia 18 de Maio, das 10h30 às 17h.

Informações pelo email rendas.alternativas@waldorfsantos.org

 

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Bonecas Waldorf

A origem da boneca é alemã, uma boneca artesanal, feita com materiais naturais, com olhos, nariz e boca apenas sugeridos, para que a criança possa, na relação com o brinquedo, projetar os seus sentimentos e deixar sua imaginação fluir. Assim ela pode enxergá-la alegre, triste ou zangada; acordada ou dormindo; de acordo com os sentimentos e ritmo presentes na própria criança.

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Alguns a chamam de boneca educativa, mas o seu principal objetivo não é educar e sim ser instrumento para o livre brincar da criança. Existem diversos tamanhos e formatos, que buscam imitar as proporções do corpo humano, o que é parte importantíssima na construção da boneca. A criança precisa poder reconhecer a si mesma, a forma humana – no brinquedo.

Os materiais utilizados na boneca permitem também uma relação corporal agradável para quem a toca: por ser preenchida com lã de ovelha – ela se aquece com o toque; a forma como é construída faz com que a cabeça seja densa e pesada – como nas próprias crianças; ela é macia e flexível – o suficiente para ser abraçada e embalada; não possui partes cortantes ou passíveis de serem engolidas por crianças pequenas.

 

Como são feitas

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O processo artesanal é passado de bonequeira para bonequeira em rodas de trabalho, em oficinas e workshops. Cada boneca é construída de tal forma que é praticamente impossível que existam duas iguais, e há quem diga que cada uma “nasce” com uma personalidade própria, que se revela completamente ao mundo, quando olhos, boca e cabelos são completos.

O processo de conceber e construir a boneca é transformador para quem a faz, e requer uma boa dose de observação: de si mesma e do outro, especialmente das crianças, a boneca feita desta forma carrega em si uma grande dose de intenção e amor e, quando presenteada a uma criança, leva consigo este conteúdo anímico.

O custo das bonecas

O preço de uma boneca waldorf varia de R$ 140,00 a R$ 700,00. De fato a confecção da boneca, cabelo e roupas consomem entre 15 e 24 horas de dedicação e os materiais empregados têm custo elevado. Por isso mesmo aprender a fazer a boneca é  atraente e muitas vezes representa uma possibilidade de geração de renda.

Uma das profissionais que no Brasil se dedica à produção de bonecas Waldorf e à organização de workshops para compartilhar as técnicas é Dani Pellegrino. Psicóloga com prática antroposófica, adotou como missão tornar a técnica e a boneca acessível à população. Isso justifica a prática dos seus preços tanto para bonecas quanto para os workshops. Em maio, Dani visita Santos e oferece workshop para 10 participantes na Escola Waldorf Santos.

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Quando?

Sábado, 19 de maio – das 9h às 18h e

Domingo, 20 de maio – das 9h às 13h

Turma única – duração total de 12 horas

Quanto?

R$ 160,00 – o valor inclui apostila, todos os materiais necessários para a confecção da boneca, a roupa para vestí-la e alimentação para os dois dias de workshop (almoço apenas no sábado).

Inscrições através do link: https://www.getfeedback.com/r/TpeZzsoz e informações através do email val@waldorfsantos.org

 

Bons Frutos, inspiração que vem da terra

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Hortas urbanas ganham cada vez maior importância no cotidiano das nossas cidades e é por isso que estamos super felizes pela aproximação entre a horta Bons Frutos e a escola Waldorf Santos. A hortas Bons Frutos é um empreendimento comunitário, gera renda e impacto positivo no Caminho da União, uma comunidade sobre palafitas localizada na entrada de Santos.

Em 2014 a horta Bons Frutos nasceu de um sonho comunitário ocupando pouco mais de 5 m2 nos fundos de um barracão cultural, no programa Guerreiros Sem Armas, desenvolvido pelo Instituto Elos. A iniciativa foi conquistando o coração de mulheres que sonhavam com uma alimentação mais saudável para as crianças, e ganhou consistência através de um trabalho intenso de acompanhamento do Instituto Elos e dos parceiros apoiadores que foram se juntando ao projeto.

Recentemente o projeto recebeu o prêmio de Inovação Comunitária pela Brazil Foundation, mas este é apenas um dos reconhecimentos que permitem que a horta se expanda e consolide seus resultados.

A iniciativa busca ser comunitária no sentido amplo da palavra: a comunidade se expande para além dos limites do bairro. Escolas parceiras levam seus alunos para terem um contato próximo com a terra e organizações como o Rotary Clube Boqueirão apoiam o projeto.

Por tudo isso vemos com bons olhos a aproximação entre pais da comunidade escolar Waldorf Santos e a Horta Bons Frutos. Algumas das nossas crianças tem visitado o espaço nos mutirões realizados mensalmente e aprendido a colocar a mão na terra, a plantar e a colher. Têm descoberto saberes ancestrais compartilhados por estas mulheres que re-aprenderam a conexão com os ciclos da natureza e da produção do nosso alimento. Acima de tudo, a aproximação com a horta Bons Frutos permite que ampliemos os horizontes das nossas crianças, dando a conhecer a realidade em que muitos brasileiros vivem nas periferias das nossas cidades, não a partir de estereótipos que denigrem a dignidade humana, mas a partir de exemplos inspiradores que dignificam e evocam respeito.

Dia de plantio

As crianças olham para a natureza com uma certa reverência e sensação de pertencimento ao mesmo tempo. Sentem-se parte. Quando crescemos, especialmente em um ambiente urbano, vamos nos afastando, nos separando dela.

O contato com a natureza resgata e fortalece o vínculo e faz com que a criança se perceba como parte e fruto dela, não como sua dona, tornando-se responsável pela sua preservação.

Os alunos do terceiro ano começaram a sua grande aventura: semearam seus grãos de milho e ao longo dos meses observarão e serão fiéis guardiões dos pequenos grãos, que hão de se tornar alimento.

 

 

Movimento para o corpo e para a alma

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No exercício da capoeira angola aprendemos a equilibrar e encontrar as melhores qualidades de cada um. Aliás, tudo nesta modalidade de capoeira é sobre equilíbrio:do seu próprio corpo, entre dois corpos, duas intenções, duas forças, e o objetivo é manter-se no controle das suas ações e responsabilizar-se pelos impactos que ela tem sobre o outro. Na capoeira angola aprendemos a analisar se a pessoa à nossa frente será capaz de se defender do golpe que estou prestes a dar, e ser capaz de parar o golpe, caso o outro não consiga se desviar a tempo. Aprendemos a utilizar as nossas melhores habilidades, conhecer nossas fraquezas. Conhecer o outro.

Quando jogamos capoeira não lutamos contra um inimigo, mas construímos uma relação de equilíbrio e nos apoiamos mutuamente para que possamos crescer juntos.

Na Escola Waldorf Santos as aulas de capoeira são ministradas pelo treinél Xará. Jovem em idade, é considerado uma das maiores referências da capoeira angola na Cidade e no Estado, pelo respeito que tem às tradições. Foi por este mesmo respeito e pela forma de lidar com as crianças, inspirando nelas a atitude respeitosa e dedicada, que acolhemos esta como uma das atividades extracurriculares oferecidas à tarde.

A capoeira é indicada como atividade complementar para crianças a partir dos 5 anos, mas o treinél pode avaliar caso a caso e considerar algumas exceções. A participação nas aulas apoia a criança no desenvolvimento motor, consciência corporal, fortalecimento da autoestima e disciplina, por requerer dedicação e atenção para a correta execução dos movimentos. A capoeira estimula ainda a atenção da criança, trabalhando os sentidos da audição e de visão.

Em um mundo onde as nossas percepções sensoriais são substituídas pelas percepções do intelecto, as atividades que acontecem em 3 dimensões e requerem a presença corporal da criança são valiosas.Nesta dança, que também é luta e brincadeira, é preciso que a criança utilize todos os seus sentidos para interagir com a música, com o ritmo, com o golpe que se aproxima, exigindo adaptação constante em uma realidade de se transformar a cada momento. Em outras palavras, este é também um exercício de criatividade.

As aulas de capoeira acontecem às terças e quintas na sede da escola – Rua Imperatriz Leopoldina, 30, por um custo de R$ 100,00 mensais. Para maiores informações, entre em contato com a nossa secretaria através do e-mail secretaria@waldorfsantos.org ou do telefone 3227-6330.

 

Oficina de Feltragem – Fadas

Temos o prazer de oferecer uma oficina de 3 horas que permitirá aos participantes confeccionarem as suas próprias fadas waldorf utilizando lã cardada.

A participação na oficina tem o custo de R$ 70,00 e os materiais estão incluídos no valor. Cada participante levará para casa uma fada, além da habilidade adquirida que permitirá ofertar presentes significativos feitos manualmente.

convite oficina de fadas

A nossa voz

*Por Beatriz Ribeiro

Sabemos que a educação convencional valoriza os conteúdos voltados para a vida prática – ou pior, para uma prova de vestibular – em detrimento de conteúdos artísticos que, por si só não apresentam utilidade se não a fruição, a sensibilização, a vontade de reviver ou reproduzir alguma experiência.

A Música tem grande importância na Pedagogia Waldorf por inúmeras razões, das quais destaco duas.  A primeira é que promove fortemente o exercício do Querer (da disciplina, do respeito), e do Sentir por meio de seus elementos básicos Ritmo e Melodia, respectivamente.

A segunda,  intimamente ligada à anterior, é que a Música é algo que se produz individualmente, porém o resultado só se faz em  conjunto (considerando-se o ambiente escolar). Cada indivíduo deve fazer seu melhor -seja com instrumento ou voz-  para que,  somado ao grupo, a obra se complete de maneira harmoniosa.
Desta maneira a Música promove, no processo formativo da criança, uma   atuação munida de boa Vontade (Querer) e genuíno Sentimento (Sentir) no convívio e no procedimento social.

Ao longo da vida adulta estes benefícios promovidos tendem a diminuir pela falta do exercício.  Cada qual com seu trabalho, suas obrigações, suas correrias… sobra pouco ou nenhum tempo para o deleite do Belo ou o bem agir social.

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A prática musical na vida adulta tem um caráter  menos formativo  (uma vez que o sujeito já está formado) mas possibilita o resgate desses  elementos por meio da sensibilização, do desfrute e do convívio, e abre caminho para uma reeducação, passível  de (re)despertar as habilidades mais importantes para a nossa atuação enquanto seres humanos: escutar o próximo, esperar sua vez, respeitar a autoridade, emocionar-se.

A palavra Coro na grafia antiga escrevia-se “choro”, e não é por acaso.   Quando cantamos expressamos sentimentos e emoções, exatamente como acontece quando choramos. Portanto além das habilidades desenvolvidas no âmbito do Querer e das relações sociais temos ainda outro grande benefício: a expressão artística de nosso Sentir,  tão negligenciado em favor de uma vida prática e objetiva, onde qualquer atividade que não apresente resultado palpável parece supérflua.

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Assim uma maneira bastante simples de se resgatar e exercer esses valores  é integrando um coral amador, que dispensa conhecimento  prévio e tem como únicos pré-requisitos o entusiasmo e o comprometimento com o grupo!

 

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Beatriz Ribeiro é violinista formada pela Escola Municipal de Música de São Paulo -EMM – e pedagoga em formação pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo – FEUSP. Integra a Orquestra Arte Barroca, que é um grupo que se dedica à pesquisa da música dos séculos XVII e XVIII para uma execução historicamente orientada.

Seu contato com a Antroposofia e com a Pedagogia Waldorf  vem desde a barriga: Sua mãe era muito envolvida com o assunto e foi bastante presente na formação de diversos professores.
Antes mesmo de terminar o colegial já trabalhava com Educação Musical e passou por algumas escolas até encontrar a Waldorf Santos, onde hoje ministra aulas de música para as crianças do Ensino Fundamental, orienta as professoras da Educação Infantil, e conduz o Coral Waldorf Santos.

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Os encontros do Coral Waldorf Santos acontecem às quartas-feiras, das 18:30 às 19:30 na sede da escola. Se você tem interesse em participar, preencha o formulário abaixo, ou entre em contato  pelo telefone 3327-6330.

 

Atividades na Waldorf Santos

 

Mente sã e corpo são. A partir de Junho a Waldorf Santos passa a oferecer atividades extra-curriculares para crianças nas dependências da escola.

A capoeira angola e a dança contemporânea foram escolhidas como forma de apoiar o desenvolvimento das crianças.

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Foto Instituto Querô

As aulas de capoeira são ministradas por Fernando, mais conhecido na capoeira como Xará às terças e quintas, das 17 às 18h. Xará é um jovem treinel, com a sua atuação consolidada na Baixada Santista e no Brasil. Conhecido por sua atitude ética e pelo estimulo ao desenvolvimento musical dos alunos,  Xará empresta o seu talento agora às crianças da Waldorf Santos.

No dia 31 de maio acontecerá aula aberta nas dependências da escola, para que pais, mães e crianças possam experimentar juntos a atividade que mescla, dança, jogo e luta. A aula aberta é gratuita. As aulas regulares têm custo mensal de R$ 100,00.

Ainda dentro da proposta de ampliar as atividades alinhadas com o desenvolvimento integral do ser humano, a escola irá oferecer também aulas de dança contemporânea. Renata Fernandes, responsável pelas aulas, tem um extenso currículo em atividades de dança que inclui o projeto 100 lugares para dançar, premiado em 2012 pela Funarte.

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Foto Laura Xavier

As aulas de dança serão oferecidas às quartas-feiras das 17h às 18h, nas dependências da escola. No dia 01 de junho acontece a aula inaugural, aberta a pais, mães e crianças. A proposta desta primeira aula é experimentar com o corpo e conversar sobre a proposta deste espaço de conhecer o corpo e o movimento. A aula aberta é gratuita enquanto as aulas regulares tem um custo mensal de R$ 70,00.

Maiores informações na secretaria da escola através do telefone 13 3227-6327 ou pelo e-mail secretaria@waldorfsantos.org