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Porque brincar é coisa séria

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2019 marca a 10a edição da Semana Mundial do Brincar (SMB), evento promovido pela Aliança pela Infância, que tem o objetivo de sensibilizar a sociedade para a importância dos momentos de brincadeira e também promover o brincar em todos os cantos do Brasil.

Somente no último ano o evento reuniu mais de 200 mil pessoas no Brasil inteiro, e Santos é responsável por 25% desse número. Segundo a Prefeitura Municipal de Santos, a previsão de participação em 2019 é de 70 mil pessoas e a Waldorf Santos se soma ao grupo de organizações e pessoas voluntárias que viabilizam o evento.

O foco  é lembrar os adultos sobre a necessidade de preservação e o respeito do tempo das crianças brincarem em contraposição à falta de tempo de convivência das famílias com suas crianças,  a presença intensa de vídeos na rotina infantil e o uso prolongado de jogos eletrônicos na rotina de meninas e meninos.

A SMB educa sobre a importância do livre brincar, e evidencia a necessidade de criar tempo de qualidade na convivência familiar.

Segundo a Aliança pela Infância “Chama-se tempo de qualidade aquele que os adultos passam com as crianças quando eles estão presentes com atenção e com amorosidade. Trata-se da presença atenta à intermediação, quando necessária, quando solicitada. Nada mais.”

Em 2019 o tema da SMB é “O brincar que abraça a diferença”. As atividades serão realizadas entre os dias 25 de maio e 02 de junho.

A participação da Waldorf Santos acontecerá no dia 01 de Junho das 9 às 12 horas, na praia, próximo ao Canal 06, com contação de histórias, pique bandeira familiar, oficina de dobradura e de escultura de areia. A facilitação dessas atividades ficam por conta de membros da comunidade escolar.

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Feira de Outono: produzida pelos talentos da nossa Comunidade

Captura de Tela 2019-05-09 às 22.13.57Crianças que estudam em escolas Waldorf são reconhecidamente habilidosas: sabem fazer crochê, tricotar, desenham bem, dominam a pintura em aquarela, tocam flauta, violino, cantam… Esta ênfase no fazer não se restringe às crianças, inspira e influencia pais e familiares e permite, muitas vezes, o resgate de saberes que já faziam parte da história da família, aproximando gerações.

Esta cultura do fazer manual vem fazendo história na Waldorf Santos, e pelo segundo ano seguido a escola se abre para compartilhar seus talentos com a cidade de Santos. O Festival de Outono é uma celebração de talentos onde pais, amigos e familiares oferecem seus produtos.

A diversidade de interesses se revela na variedade apresentada pelos expositores:  uma família cultiva palmito, outra vende produtos orgânicos, outra ainda bolos ou granolas caseiras de sabor e cheiro maravilhosos. Já os brinquedos e utilitários artesanais não ficam para trás em variedade e qualidade: bonecos e bonecas de tecido, peças de crochê e tricô, patchwork, cerâmica pintada, jóias e acessórios feitos manualmente, luminárias e vasos de concreto estão entre os produtos à venda na Feira. Bens culturais imateriais serão representados por ofertas como contação de histórias, teatro e rodas de conversa.

Toda esta riqueza é fruto dos talentos pessoais, e muitas vezes representam histórias de vida. Conheça as diversas histórias dos mais de 30 expositores da nossa feira acessando a página do evento.

 

O que é uma Feira de talentos?

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A escola Waldorf Santos é uma escola associativa, sem fins lucrativos e ao longo do ano realiza uma série de eventos arrecadatórios que não seriam possíveis sem a contribuição de pais, mães, avós e amigos. Na realização destes eventos laços de amizade e cooperação são criados, e talentos que têm uma presença discreta não passam despercebidos: usufruímos das presenças e contribuições uns dos outros, uns para os outros. Este evento nasce para celebrar e disponibilizar estes talentos para além dos muros da escola, por isso mesmo é aberto à cidade de Santos.

A ideia é que se possa adquirir produtos que além da utilidade principal fortalecem a micro-economia representada pela produção de pequenos artesãos e artistas, profissionais e amadores.

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Consumo e consciência

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Ainda que seja uma feira, o evento busca estimular a postura de um consumo consciente, e que por trás de cada produto tenha uma história, um valor familiar. É por isso mesmo que o grupo de sustentabilidade da escola, chamado Ecosofia, estará presente também, trazendo em sua banca produtos do minhocário da Escola (humus e chorume); esponjas produzidas com rede de pesca reciclada, vegetal e celulose, mais biodegradáveis que as comuns para usar na cozinha; sabão de óleo de cozinha reciclado; canecas com cordões para pendurar no pescoço – com o objetivo de reduzir os descartes nos eventos da escola, sugerindo que cada um traga sua caneca. Tem também expositores preocupados com nosso mundo: embalagens de tecidos para conservar alimentos ou embrulhar lanches das crianças; peças incríveis construídas de restos de madeira desprezadas, canudos em alumínio entre muitos outros.

Já tradição na escola, ao longo do último mês as famílias separaram, limparam e destinaram peças de vestuário, sapatos e acessórios infantis que já não tem uso em casa para que possam ser vendidos por preços ótimos e ganhar nova vida em outra casa.

A alimentação saudável e consciente também fará parte da festa, no cardápio oferecido pelo grupo de Alimentação da escola para esse dia gostoso.

O poder da colaboração

O evento que se tornou a maior iniciativa conjunta da comunidade escolar, reunindo osgrupos de Comunicação, Eventos, Sustentabilidade, Alimentação e Rendas Alternativas é uma iniciativa deste último grupo, que tem como foco principal gerar recursos para viabilizar a primeira escola Waldorf de ensino fundamental II na cidade de Santos. Por este motivo, todo lucro do evento será revertido para a Escola Waldorf Santos.

 

A Feira de Outono acontecerá na Unidade Imperatriz da Escola Waldorf Santos, que fica na Rua Imperatriz Leopoldina, 30 – Ponta da Praia, no dia 18 de Maio, das 10h30 às 17h.

Informações pelo email rendas.alternativas@waldorfsantos.org

 

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Bonecas Waldorf

A origem da boneca é alemã, uma boneca artesanal, feita com materiais naturais, com olhos, nariz e boca apenas sugeridos, para que a criança possa, na relação com o brinquedo, projetar os seus sentimentos e deixar sua imaginação fluir. Assim ela pode enxergá-la alegre, triste ou zangada; acordada ou dormindo; de acordo com os sentimentos e ritmo presentes na própria criança.

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Alguns a chamam de boneca educativa, mas o seu principal objetivo não é educar e sim ser instrumento para o livre brincar da criança. Existem diversos tamanhos e formatos, que buscam imitar as proporções do corpo humano, o que é parte importantíssima na construção da boneca. A criança precisa poder reconhecer a si mesma, a forma humana – no brinquedo.

Os materiais utilizados na boneca permitem também uma relação corporal agradável para quem a toca: por ser preenchida com lã de ovelha – ela se aquece com o toque; a forma como é construída faz com que a cabeça seja densa e pesada – como nas próprias crianças; ela é macia e flexível – o suficiente para ser abraçada e embalada; não possui partes cortantes ou passíveis de serem engolidas por crianças pequenas.

 

Como são feitas

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O processo artesanal é passado de bonequeira para bonequeira em rodas de trabalho, em oficinas e workshops. Cada boneca é construída de tal forma que é praticamente impossível que existam duas iguais, e há quem diga que cada uma “nasce” com uma personalidade própria, que se revela completamente ao mundo, quando olhos, boca e cabelos são completos.

O processo de conceber e construir a boneca é transformador para quem a faz, e requer uma boa dose de observação: de si mesma e do outro, especialmente das crianças, a boneca feita desta forma carrega em si uma grande dose de intenção e amor e, quando presenteada a uma criança, leva consigo este conteúdo anímico.

O custo das bonecas

O preço de uma boneca waldorf varia de R$ 140,00 a R$ 700,00. De fato a confecção da boneca, cabelo e roupas consomem entre 15 e 24 horas de dedicação e os materiais empregados têm custo elevado. Por isso mesmo aprender a fazer a boneca é  atraente e muitas vezes representa uma possibilidade de geração de renda.

Uma das profissionais que no Brasil se dedica à produção de bonecas Waldorf e à organização de workshops para compartilhar as técnicas é Dani Pellegrino. Psicóloga com prática antroposófica, adotou como missão tornar a técnica e a boneca acessível à população. Isso justifica a prática dos seus preços tanto para bonecas quanto para os workshops. Em maio, Dani visita Santos e oferece workshop para 10 participantes na Escola Waldorf Santos.

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Quando?

Sábado, 19 de maio – das 9h às 18h e

Domingo, 20 de maio – das 9h às 13h

Turma única – duração total de 12 horas

Quanto?

R$ 160,00 – o valor inclui apostila, todos os materiais necessários para a confecção da boneca, a roupa para vestí-la e alimentação para os dois dias de workshop (almoço apenas no sábado).

Inscrições através do link: https://www.getfeedback.com/r/TpeZzsoz e informações através do email val@waldorfsantos.org

 

Bons Frutos, inspiração que vem da terra

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Hortas urbanas ganham cada vez maior importância no cotidiano das nossas cidades e é por isso que estamos super felizes pela aproximação entre a horta Bons Frutos e a escola Waldorf Santos. A hortas Bons Frutos é um empreendimento comunitário, gera renda e impacto positivo no Caminho da União, uma comunidade sobre palafitas localizada na entrada de Santos.

Em 2014 a horta Bons Frutos nasceu de um sonho comunitário ocupando pouco mais de 5 m2 nos fundos de um barracão cultural, no programa Guerreiros Sem Armas, desenvolvido pelo Instituto Elos. A iniciativa foi conquistando o coração de mulheres que sonhavam com uma alimentação mais saudável para as crianças, e ganhou consistência através de um trabalho intenso de acompanhamento do Instituto Elos e dos parceiros apoiadores que foram se juntando ao projeto.

Recentemente o projeto recebeu o prêmio de Inovação Comunitária pela Brazil Foundation, mas este é apenas um dos reconhecimentos que permitem que a horta se expanda e consolide seus resultados.

A iniciativa busca ser comunitária no sentido amplo da palavra: a comunidade se expande para além dos limites do bairro. Escolas parceiras levam seus alunos para terem um contato próximo com a terra e organizações como o Rotary Clube Boqueirão apoiam o projeto.

Por tudo isso vemos com bons olhos a aproximação entre pais da comunidade escolar Waldorf Santos e a Horta Bons Frutos. Algumas das nossas crianças tem visitado o espaço nos mutirões realizados mensalmente e aprendido a colocar a mão na terra, a plantar e a colher. Têm descoberto saberes ancestrais compartilhados por estas mulheres que re-aprenderam a conexão com os ciclos da natureza e da produção do nosso alimento. Acima de tudo, a aproximação com a horta Bons Frutos permite que ampliemos os horizontes das nossas crianças, dando a conhecer a realidade em que muitos brasileiros vivem nas periferias das nossas cidades, não a partir de estereótipos que denigrem a dignidade humana, mas a partir de exemplos inspiradores que dignificam e evocam respeito.

Dia de plantio

As crianças olham para a natureza com uma certa reverência e sensação de pertencimento ao mesmo tempo. Sentem-se parte. Quando crescemos, especialmente em um ambiente urbano, vamos nos afastando, nos separando dela.

O contato com a natureza resgata e fortalece o vínculo e faz com que a criança se perceba como parte e fruto dela, não como sua dona, tornando-se responsável pela sua preservação.

Os alunos do terceiro ano começaram a sua grande aventura: semearam seus grãos de milho e ao longo dos meses observarão e serão fiéis guardiões dos pequenos grãos, que hão de se tornar alimento.

 

 

DANÇA CONTEMPORÂNEA PARA CRIANÇAS

*Por Renata Fernandes

Identificamos no trabalho da dança contemporânea para crianças algumas preocupações fundamentais:

  1. Entender a dança como espaço de expressividade do indivíduo e portanto a dança como forma de comunicação;
  2. Entender a dança como possibilidade de educação social, estética e cinestésica;
  3. Aproximar as crianças de seu corpo e sua consciência sobre ele: como se movem as partes, como nos movemos pelo espaço, como nos movemos em conjunto, ação e repouso etc., entendendo que a educação do e pelo movimento favorece a integração individual e social da pessoa;
  4. Possibilitar a identificação de diferentes formas e qualidades de movimento por meio da apreciação da dança do outro;
  5. Aproximar as crianças de diferentes concepções estéticas e formas de composição em dança: coreográfica, por improvisação, por jogos etc.
  6. Entender a brincadeira bem como as danças tradicionais e sociais como território de trabalho da dança contemporânea com crianças;
  7. Propor um caminho que respeite uma pessoa em formação cuidando de aspectos físicos e cognitivos adequados a esta fase da infância.
  8. Porque esta abordagem é extremamente cuidadosa com a formação do indivíduo ela possibilita a quem dança adquirir uma consciência dos próprios limites, inclinações, habilidades e desafios a serem conquistados. Desta maneira lembramos que a dança é para todos que a desejam: meninas e meninos; altos e baixos; gordos e magros. Dança-se a partir do que se é e não do que falta, do que não se é. E então o encontro com o outro é uma oportunidade de celebração e aprendizagem.

 

COMO A DANÇA CONTEMPORÂNEA FORNECE REPERTÓRIO À CRIANÇA?          

As ideias de princípios do movimento, dinâmicas de movimento, temas de movimento e outros nomes correlatos foram lançadas (testadas e aprofundadas) por diversos estudiosos da dança no último século. Esta abordagem é de fato importante: o domínio de variadas dinâmicas e princípios por meio de estudos de temas de movimento, por exemplo, leva uma pessoa não apenas a desenvolver seu próprio repertório de movimentos de característica mais autoral, forjada a partir de preferências, inclinações e autoconhecimento mas também (e por isso) apta a aprender com maior facilidade técnicas formalizadas e estilos de dança variados. Há inúmeros relatos de pessoas que foram iniciadas na dança pela vertente da dança moderna ou contemporânea que disseram ter conseguido aprender flamenco ou dança indiana, por exemplo, em tempo recorde.

Além disso o vocabulário adquirido neste percurso é bastante rico permitindo que a pessoa que dança possa “ler” com mais facilidade o movimento de outras pessoas, de outros bailarinos, mesmo que em outras técnicas leve outro nome. Trata-se afinal de um estudo do princípio do movimento. Neste caminho investigamos muitas vezes e com afinco: qual o peso de um movimento? É possível executá-lo mais lento? Quão mais lento/rápido posso fazer? Qual é o limite do meu movimento do espaço? Posso realizar este movimento apenas vizinho ao meu corpo ou posso expandi-lo? É possível girar com resistência? O que gera resistência ao meu giro? A qualidade de fluência do meu gesto é livre ou controlada? Para cada pergunta existirá uma resposta diferente, para diferentes contextos. Se estou dançando um solo faço um escolha, se estou dançando num grupo de dez pessoas a resposta provavelmente será diferente. Se estou dançando num palco o espaço dará algumas opções, se minha dança acontece na rua o espaço exigirá outras soluções. O contexto solicitará respostas que só cabem a ele. Tudo isso é investigação, é aprendizagem e é processo de criação. Todo este vocabulário de dança é experimentado no corpo e a própria investigação gera repertório: uma bolsa de soluções corporais para problemas dançantes.

A POESIA DA DANÇA

Por fim vale a pena lembrar que a dança não está a serviço apenas de comunicar ideias. Ela mesma (assim como outras linguagens artísticas) é uma forma de ter ideias, de criar ideias, de fazer e modelar nossa experiência e consciência de novas maneiras. Pina Bausch, (importante coreógrafa alemã falecida em 2009) coloca em poucas palavras um lugar fundamental da dança na vida de indivíduos e de sociedades inteiras:

“Tem coisas que nos deixam sem palavras. E tem coisas que as palavras não dão conta de dizer. É aí que entra a dança.”

 

Desta forma a dança nos importa sobretudo por causa da poesia que ela traz. Mais do que mover corpos conscientemente pelo espaço, mais do que uma oportunidade de socialização e desenvolvimento cognitivo, mais do que fazer-nos corajosos, sensíveis e autoconfiantes: a dança nos importa por causa da abertura que ela provoca na visão de mundo de quem dança.

 

RENATA FERNANDES é artista, educadora e pesquisadora em dança formada em Dança pela UNICAMP e mestre em Artes pela UNESP. Trabalha com crianças há 10 anos tendo experiência no âmbito da educação formal e não formal. Neste período realizou cursos de atualização em dança e educação na Itália, participou de laboratórios de criação com diversos artistas nacionais e internacionais e foi premiada por iniciativas de práticas e investigação que aproximam a arte da dança das crianças junto a coletivos de arte em São Paulo e Santos.

Movimento para o corpo e para a alma

capoeira

No exercício da capoeira angola aprendemos a equilibrar e encontrar as melhores qualidades de cada um. Aliás, tudo nesta modalidade de capoeira é sobre equilíbrio:do seu próprio corpo, entre dois corpos, duas intenções, duas forças, e o objetivo é manter-se no controle das suas ações e responsabilizar-se pelos impactos que ela tem sobre o outro. Na capoeira angola aprendemos a analisar se a pessoa à nossa frente será capaz de se defender do golpe que estou prestes a dar, e ser capaz de parar o golpe, caso o outro não consiga se desviar a tempo. Aprendemos a utilizar as nossas melhores habilidades, conhecer nossas fraquezas. Conhecer o outro.

Quando jogamos capoeira não lutamos contra um inimigo, mas construímos uma relação de equilíbrio e nos apoiamos mutuamente para que possamos crescer juntos.

Na Escola Waldorf Santos as aulas de capoeira são ministradas pelo treinél Xará. Jovem em idade, é considerado uma das maiores referências da capoeira angola na Cidade e no Estado, pelo respeito que tem às tradições. Foi por este mesmo respeito e pela forma de lidar com as crianças, inspirando nelas a atitude respeitosa e dedicada, que acolhemos esta como uma das atividades extracurriculares oferecidas à tarde.

A capoeira é indicada como atividade complementar para crianças a partir dos 5 anos, mas o treinél pode avaliar caso a caso e considerar algumas exceções. A participação nas aulas apoia a criança no desenvolvimento motor, consciência corporal, fortalecimento da autoestima e disciplina, por requerer dedicação e atenção para a correta execução dos movimentos. A capoeira estimula ainda a atenção da criança, trabalhando os sentidos da audição e de visão.

Em um mundo onde as nossas percepções sensoriais são substituídas pelas percepções do intelecto, as atividades que acontecem em 3 dimensões e requerem a presença corporal da criança são valiosas.Nesta dança, que também é luta e brincadeira, é preciso que a criança utilize todos os seus sentidos para interagir com a música, com o ritmo, com o golpe que se aproxima, exigindo adaptação constante em uma realidade de se transformar a cada momento. Em outras palavras, este é também um exercício de criatividade.

As aulas de capoeira acontecem às terças e quintas na sede da escola – Rua Imperatriz Leopoldina, 30, por um custo de R$ 100,00 mensais. Para maiores informações, entre em contato com a nossa secretaria através do e-mail secretaria@waldorfsantos.org ou do telefone 3227-6330.

 

Oficina de Feltragem – Fadas

Temos o prazer de oferecer uma oficina de 3 horas que permitirá aos participantes confeccionarem as suas próprias fadas waldorf utilizando lã cardada.

A participação na oficina tem o custo de R$ 70,00 e os materiais estão incluídos no valor. Cada participante levará para casa uma fada, além da habilidade adquirida que permitirá ofertar presentes significativos feitos manualmente.

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Começar o ensino Fundamental

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Desenhamos uma manhã gostosa de conversa pensada especialmente para pais cujos filhos iniciarão o Ensino Fundamental em 2017.
Nossa equipe pedagógica falarão sobre a transição da Educação Infantil para o Ensino Fundamental, e qual a visão da Pedagogia Waldorf sobre essa fase!

Além disso também serão apresentados aspectos gerais do Ensino Fundamental até o quarto ano.
VAGAS LIMITADAS – garanta sua vaga entrando em contato através do e-mail secretaria@waldorfsantos.org, ou preenchendo o formulário abaixo.

 

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A nossa voz

*Por Beatriz Ribeiro

Sabemos que a educação convencional valoriza os conteúdos voltados para a vida prática – ou pior, para uma prova de vestibular – em detrimento de conteúdos artísticos que, por si só não apresentam utilidade se não a fruição, a sensibilização, a vontade de reviver ou reproduzir alguma experiência.

A Música tem grande importância na Pedagogia Waldorf por inúmeras razões, das quais destaco duas.  A primeira é que promove fortemente o exercício do Querer (da disciplina, do respeito), e do Sentir por meio de seus elementos básicos Ritmo e Melodia, respectivamente.

A segunda,  intimamente ligada à anterior, é que a Música é algo que se produz individualmente, porém o resultado só se faz em  conjunto (considerando-se o ambiente escolar). Cada indivíduo deve fazer seu melhor -seja com instrumento ou voz-  para que,  somado ao grupo, a obra se complete de maneira harmoniosa.
Desta maneira a Música promove, no processo formativo da criança, uma   atuação munida de boa Vontade (Querer) e genuíno Sentimento (Sentir) no convívio e no procedimento social.

Ao longo da vida adulta estes benefícios promovidos tendem a diminuir pela falta do exercício.  Cada qual com seu trabalho, suas obrigações, suas correrias… sobra pouco ou nenhum tempo para o deleite do Belo ou o bem agir social.

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A prática musical na vida adulta tem um caráter  menos formativo  (uma vez que o sujeito já está formado) mas possibilita o resgate desses  elementos por meio da sensibilização, do desfrute e do convívio, e abre caminho para uma reeducação, passível  de (re)despertar as habilidades mais importantes para a nossa atuação enquanto seres humanos: escutar o próximo, esperar sua vez, respeitar a autoridade, emocionar-se.

A palavra Coro na grafia antiga escrevia-se “choro”, e não é por acaso.   Quando cantamos expressamos sentimentos e emoções, exatamente como acontece quando choramos. Portanto além das habilidades desenvolvidas no âmbito do Querer e das relações sociais temos ainda outro grande benefício: a expressão artística de nosso Sentir,  tão negligenciado em favor de uma vida prática e objetiva, onde qualquer atividade que não apresente resultado palpável parece supérflua.

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Assim uma maneira bastante simples de se resgatar e exercer esses valores  é integrando um coral amador, que dispensa conhecimento  prévio e tem como únicos pré-requisitos o entusiasmo e o comprometimento com o grupo!

 

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Beatriz Ribeiro é violinista formada pela Escola Municipal de Música de São Paulo -EMM – e pedagoga em formação pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo – FEUSP. Integra a Orquestra Arte Barroca, que é um grupo que se dedica à pesquisa da música dos séculos XVII e XVIII para uma execução historicamente orientada.

Seu contato com a Antroposofia e com a Pedagogia Waldorf  vem desde a barriga: Sua mãe era muito envolvida com o assunto e foi bastante presente na formação de diversos professores.
Antes mesmo de terminar o colegial já trabalhava com Educação Musical e passou por algumas escolas até encontrar a Waldorf Santos, onde hoje ministra aulas de música para as crianças do Ensino Fundamental, orienta as professoras da Educação Infantil, e conduz o Coral Waldorf Santos.

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Os encontros do Coral Waldorf Santos acontecem às quartas-feiras, das 18:30 às 19:30 na sede da escola. Se você tem interesse em participar, preencha o formulário abaixo, ou entre em contato  pelo telefone 3327-6330.